8.7.12

Ainda S. Miguel





Locais de trabalho em S. Miguel


Último pôr de sol no Pico, antes da partida para S. Miguel.


A caminho do aeroporto do Pico, ao romper do sol. Parece pequeno, mas são mais de 2500 m! Imagine-se a dimensão daqueles dois "glaciares" de pedras.


Trabalho com qualidade! O colega Anthony, de Paris-sul, é um verdadeiro artista e fez passar mais rápida a espera no aeroporto.


Trabalho junto ao mar, e finalmente com bom tempo!


A costa e o mar são de grande beleza. Mas a água estava gelada (18 ºC), e em 3 semanas de Açores ... banho nada!


Praia das pedras brancas e pretas. Aqui está uma boa questão para os meus alunos!




1.7.12

Dia de Fogo




Dia de Geologia na Caldeira do vulcão do Fogo, S. Miguel, Açores

Descida à Lagoa do Fogo, e caminhada até à extremidade Este da Lagoa para colher amostras. Que dia fantástico!


26.6.12

Ainda o Pico ...





Depois do mau tempo ... a bonança para o último dia de Pico!


Domingo à tarde e mau tempo, aproveita-se da enorme sabedoria deste jovem com quase 97 anos, o Senhor Ermelindo Ávila! Tem uma memória de elefante sobre os Açores em geral, e sobre o Pico em particular. O que se aprende com um Homem como este, um poço de Sabedoria e de Educação!


Este é o local onde fiz o vídeo do mau tempo! Agora é a bonança para a despedida do Pico. Assim guardo excelentes memórias do Pico. Amanhã já estou em S. Miguel.






Sinais dos tempos. Pastoreio dos tempos modernos: um carro à frente para avisar os outros condutores, e um carro atrás para conduzir a manada!


A cascata da mensagem anterior, agora já quase sem água ...


Foi aqui, na Vila das Lajes (ou Lages), que estive alojado durante a última semana.


Um pôr do sol fantástico, gentil oferta do Sr. Camilo Costa, dos Alojamentos Bela Vista onde fiquei muito bem instalado.




24.6.12

Mau tempo no canal





Trabalhos de campo na Ilha do Pico


Nunca estive nos Açores com tão mau tempo e tanta chuva!















Pela primeira vez vi quedas de água como esta no Pico!











Para ver a continuação do vídeo, clique na frase abaixo:







14.6.12

Memórias da minha terra, Moçambique





Eram assim, os meus fins de semana ...




Uma boa parte dos fins de semana eram passados na pesca desportiva de alto mar (Big Game Fishing). À noite íamos para o hotel da ilha da Inhaca, ao fundo e à esquerda na imagem. Grande vida! Na imagem um atum, neste caso um Yellow Fin, capturado com uma cana muito fina para me obrigar a uma luta de mais de meia hora.








13.6.12

De partida para os Açores





Trabalhos de campo nos Açores




Para terem ideia de quão estimulante e emocionante pode ser o trabalho de um Geólogo, vão aqui











 

26.5.12

Artigo Semanário Sol





Artigo no Semanário Sol de 25.05.2012


Versão completa!




Exmo Senhor Ministro da Educação e Ciência



O Senhor Ministro arrisca-se a ser mais um Ministro que entra e sai, e fica tudo na mesma. Ou pior, porque na mesma ao longo do tempo torna-se pior. No que toca à Universidade Portuguesa, a degradação é notória. Como deve saber, o sistema universitário Português até está nas páginas da famosa revista científica Nature, e pelas más razões: o compadrio e a consanguinidade que as domina (e.g. Nature 1987, Vol. 326, p. 238; Nature 2001, Vol. 411, p. 132). Mas não só o compadrio e a consanguinidade minam a Universidade Portuguesa: (1) O subsídio de exclusividade – este subsídio é uma parte significativa do vencimento dos docentes universitários, mas é imoral porque premeia o tempo em detrimento da produção e da qualidade. Senhor Ministro, acabe imediatamente com o subsídio de exclusividade, e guarde esse (muito) dinheiro para premiar os que merecem,  cumprindo assim o SIADAP. (2) A avaliação do desempenho – passados quase 5 anos sobre a saída da legislação que regula a avaliação de desempenho na função pública (Lei n.º 66-B/2007 de 28 de Dezembro), a universidade onde sou docente ainda não pratica a avaliação. Apesar de ser uma violação grosseira da Lei, não há quaisquer consequências. O que está à espera Senhor Ministro? (3) A moralização do sistema – o Governo Brasileiro percebeu os grandes problemas que minavam a Universidade Brasileira (muito semelhantes aos nossos), e decidiu moralizar o sistema. Impôs regras de avaliação que obriga a cumprir, criou regras para premiar o desempenho (http://www.cnpq.br/cas/ca-gc.htm#criterios; http://www.cnpq.br/normas/rn_10_005.htm#pais), e limitou, com base na avaliação, os graus de ensino que podem ser leccionados. Senhor ministro, porque não segue este brilhante exemplo? (4) Os ordenados comparados – uma comparação entre os ordenados de docentes universitários em Portugal, França e Alemanha mostra um sistema insustentável. Como é que é possível termos salários semelhantes aos de países ricos da Europa? Eles são ricos porque produzem muito, e nós somos pobres porque produzimos pouco. A moralização do sistema acabaria com este problema, porque o salário seria baseado na produção e não no tempo gasto (muitas vezes desperdiçado) na Universidade. (5) Financiamento – o Governo Brasileiro de há uns anos teve uma ideia brilhante: manter a empresa de hidrocarbonetos Petrobrás estatal, e obrigá-la por Lei a dar 1% dos seus ganhos à Universidade Brasileira. Senhor Leitor, Senhor Ministro, este 1% corresponde a bilhões de Reais! De uma cajadada, o Governo Brasileiro matou dois coelhos: (i) a Petrobrás pode fazer o que uma companhia privada não se atreveria a fazer, tendo-se tornado numa empresa líder na prospecção e exploração de hidrocarbonetos; (ii) a Universidade Brasileira, moralizada e fortemente financiada, está hoje em grande crescimento e com grande reconhecimento internacional. Senhor ministro, porque não segue este brilhante exemplo? É só legislar no sentido da GALP ser mantida estatal e obrigada a contribuir para o financiamento da investigação em Portugal.
Senhor Ministro da Educação e Ciência, ganhe coragem e siga os bons exemplos.


Fernando Ornelas Marques

Professor na Universidade de Lisboa


O Sol versão NASA (http://umbra.nascom.nasa.gov/images/latest_aia_304.gif)