21.11.10

Um pouco do oeste Americano



Uma visita ao interior da Califórnia

Terminado o Congresso da AGU (American Geophysical Union) em S. Francisco, aluga-se um carrinho para um fim de semana fantástico no interior da Califórnia.






Chegada ao Yosemite Park, no norte da Califórnia. Ao centro e ao fundo o famoso Half Dome, de granito, que se ergue a mais de 1450 m acima do vale que lhe serve de base. À esquerda o famoso El Capitan.

De manhã muito cedo no Yosemite Park ... um frio de gelar!


O orvalho gelado iluminado pelos primeiros raios de sol.


Quer se acredite, ou não, aquela parede quase vertical de granito, o El Capitan, tem cerca de 910 m de altura. Ali encontram-se regularmente dois tipos de loucos: os que escalam sem cordas (ou qualquer outro tipo de segurança), e os que saltam lá do topo em queda livre (base jump)!



O Half Dome ao longe ... não houve tempo de vê-lo de perto!

















Após umas centenas de quilómetros para sul (e ter convencido um casal de polícias a não me multar, por excesso de velocidade, porque confundi milhas com quilómetros!), chegada ao deserto de Mojave ao romper do dia.




À chegada ao Death Valley, as cores das formações rochosas eram soberbas!


Já com o Death Valley à vista.

O famoso Death Valley!


O coiote, talvez o habitante mais conhecido e dos mais bem apetrechados para sobreviver onde os outros morrem.
























De volta a S. Francisco através do deserto do Mojave. Estive tão perto da fronteira com o Estado do Nevada e não fui a Las Vegas ... fica para a próxima.



Viagem de regresso através de vales lindíssimos ...



... com o fundo preenchido por sal.





Fim de tarde no Deserto do Mojave.


Nascer do sol e despedida do deserto ...



Ainda uma paragem em Red Rock Cannyon, já próximo da famosa falha tectónica de Santo André na Califórnia. A cidade de S. Francisco está parcialmente construída em cima desta falha, e como resultado de um tremor de terra de grande magnitude a cidade foi quase totalmente destruída em 1906 (http://earthquake.usgs.gov/regional/nca/1906/18april/index.php).








































































13.11.10

Crónica de, quase, além ...




Uma crónica de, quase, além ... mesmo!


Autoestrada A8, destino Aveiro, seis e tal da manhã, céu encoberto e noite cerrada. Acabo de passar a estação de serviço de Óbidos e inicio uma ultrapassagem a um grande camião com atrelado. Quando estou a meio do camião reparo que tenho uns faróis de frente para mim, e aproximando-se a alta velocidade ... e comento perplexo: “Este tipo vem em contramão, na minha faixa!”. Recordo-vos que estou na A8 ...

O condutor do camião também se apercebeu do problema e iniciámos, simultaneamente, a travagem; eu, para tentar desviar-me para a traseira do camião pois percebi que não tinha tempo de concluir a ultrapassagem, e ele para dar-me espaço para entrar à frente dele na faixa da direita. Ainda vi os pneus do camião bloqueados e o fumo da travagem, mas por sorte que nestas fracções de segundo eu consegui travar mais rápido ... mas ainda de frente para um louco a aproximar-se a alta velocidade, e eu entre duas estruturas de ferro, um longo atrelado de camião e o separador de ferro da autoestrada. Instintivamente guinei para trás do camião, e a frente do Peugeot, que felizmente é baixa, passou por baixo da traseira do atrelado do camião mesmo a tempo de ver passar, a milímetros, o carro em sentido contrário!

A história não acaba aqui ... e torna-se surreal!

De imediato ligo para o 112 para avisar a GNR; assim que ouço a voz do outro lado, digo: “Avise de imediato a GNR que acabei de evitar uma colisão frontal, na A8 sentido Porto, junto da estação de serviço de Óbidos! O outro indivíduo segue em contramão em direcção a sul!”. O contacto com a GNR era obviamente urgente porque cada segundo representava um grande perigo para os que circulavam na A8. Mas do outro lado ouvi, ipsis verbis: “O outro indivíduo ia de carro?” Eu nem queria acreditar nos meus ouvidos, e respondi agastado:”Porquê? Acha que eu ia tendo uma colisão frontal com um tipo a pé, em contramão?! Ligue à GNR de imediato homem!” E do outro lado:”Em que sentido ia o outro carro?”. Eu, ainda mais agastado: “Não ouviu o que acabei de lhe dizer? Vai em direcção a sul! Por favor ligue de imediato para a GNR!”. E de novo do outro lado: “Viu que carro era?”. Isto pode parecer gozo meu, mas não é, e existe uma testemunha. É apenas surreal e patético. E respondi completamente irritado: “Você está a gozar comigo?! É de noite, acabei de evitar uma colisão frontal a alta velocidade, tudo em fracções de segundo, e você ainda me pergunta como era o carro?! Já agora, não quer que lhe dê a matrícula?!”. E o diligente empregado do 112 desligou o telefone malcriadamente ...

E o louco da contramão numa autoestrada ainda deve ter ficado a praguejar que eu era um F... da P... por ter tentado ultrapassar um camião sem os devidos cuidados!

Afinal dia 13 pode ser um dia de sorte! Esta crónica podia, mesmo, estar a ser escrita de além ...



Foto de F. Ornelas

11.11.10

Geologia no Faial ... contemplando o Pico!



Geologia no Faial, em Novembro ... contemplando o Pico!



"He who can no longer pause to wonder and stand rapt in awe, is as good as dead: his eyes are closed", Albert Einstein



Não me canso de fotografar o Pico!

Em Novembro nos Açores ... sem um pingo de chuva!


Nascer do sol ...

... simplesmente fabuloso ...


... há lá melhor maneira de começar um dia de trabalho de campo!




Ao fim destes anos todos, ainda não consegui tirar duas fotos iguais do Pico!



E mais um dia chegou ao fim ...




Ribeira, no Faial, onde realizámos uma parte do trabalho de campo.





O Comandante da TAP deu-nos esta prenda fantástica ... mas a bateria da câmara acabou no pior momento possível!



1.11.10

Geologia na Noruega


No topo dos fiordes

No centro da cidade de Oslo





A beleza deslumbrante dos fiordes!






Magníficos!



Aqui já existiram glaciares ... agora já não



A cor da água dos glaciares é fabulosa ... até se "vê" o frio


Nas zonas mais internas dos fiordes



Pôr do sol nos fiordes ...





... e terminou mais um dia de trabalho



Aqui dormimos umas noites e merecemos grandes jantares!




















Igreja Viking



Até para um leigo esta rocha é de grande beleza. É um privilégio trabalhar em locais como este! Para os entendidos, esta rocha é um eclogito, invulgarmente bem preservado, apesar de ter sido trazido de profundidades onde a pressão era superior a 2.5 GPa. O mineral lilás é uma granada e o verde uma piroxena. Não se vê a olho nu, mas esta rocha também contém diamante.



Fiorde e vale glaciário abandonado (ao fundo)



Em primeiro plano, hotel onde passámos umas noites. Às 24:00, ainda com muita luz e temperatura amena, fui ao banho nas águas geladas da praia atrás do hotel ... parecia que me estavam a partir os ossos!



E como não podia deixar de ser, lá foi mais um furo para recolher amostra de rocha ... e merecer um belo jantar!

Esta rocha é presentemente um sólido, mas é fácil de ver que já se comportou como um fluido